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Prensa Web RNV/YVKE Mundial
17 Abril 2009, 09:33 AM
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Durante sua intervenção na VII Cúpula da ALBA, o presidente da Bolívia, Evo Morales, lembrou os documentos de 1962 da Organização dos Estados Americanos (OEA) quando expulsaram a Cuba de dita organização e marcou a importância da refletir sobre os motivos de essa expulsão.
A resolução indica que a adesão de qualquer país integrante ao marxismo – leninismo, e que a associação de qualquer governo integrante da organização com o bloco comunista, quebrante a unidade e solidariedade no hemisfério. Então como o governo da Cuba se identifica como marxista leninista é incompatível com os propósitos da OEA e por tanto fica excluída de sua participação.
“Cuba tem sido expulsada por ser leninista, marxista, comunista. Eu quero dizer aos integrantes da OEA, aqui, eu quero me declarar marxista, leninista, comunista, socialista e agra que me expulsem, quero que me expulsem da OEA, não se pode crer que por ser marxista leninista me expulsem da OEA”, exclamou Morales.
Raúl Castro, momentos depois agradeceu o gesto de Evo e lhe disse “que agora Bolívia e Cuba poderiam formar outra organização, que leve qualquer outro nome e que convidarão a todos aqueles que queiram lhes acompanhar”.
Conselho da ALBA para os Direitos Humanos
Morales propôs a criação de um Conselho da ALBA para os Direitos Humanos. Sua proposta parte da base de que existam muitas instituições que emitem informes de direitos humanos e que o único que fazem é informar sobre os governos antiimperialistas. “Por mais que o façamos bem, nunca reconhecem, não tomam em conta que estamos em processo de liberação, da transformação profunda”, afirmou Morales.
Remarcou que estas instituições internacionais dos direitos humanos só condenam aos governos de liberação. Então em este marco propõem criar um Conselho da ALBA para os Direitos Humanos, para poder dizer a verdade sobre os Direitos Humanos.
Indicou que o objetivo geral de ser investigar e denunciar a ingerência política, militar e cultural; realizar investigações sobre políticas para atentar em menos países; estabelecer um sistema permanente de monitorarem de atentados mediáticos; intercambio de informação dentro dos países do Conselho para avaliar sistematicamente a vulneração dos Direitos Humanos; promover o exercício dos Direitos Humanos especialmente os da soberania e autodeterminação dos países integrantes.
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